Manaus completou mais de um mês sem chuva significativa e enfrenta um período de tempo seco marcado por baixa umidade do ar e temperaturas elevadas. A capital amazonense registrou apenas 11,6 milímetros (mm) de chuva em julho, o menor volume para o mês desde 2000, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Nos primeiros 12 dias de agosto, não houve registro de precipitação na cidade.
O volume registrado em julho ficou muito abaixo da média esperada para o mês, que supera os 60 mm. A última chuva considerada significativa em Manaus ocorreu em 1º de julho. Para agosto, a previsão inicial era de aproximadamente 56 mm, mas a permanência do tempo seco torna cada vez mais difícil que esse volume seja alcançado.
A ausência de chuva também tem reflexos na umidade relativa do ar, que chegou a níveis próximos de 40% em Manaus. O cenário pode agravar problemas respiratórios e favorecer casos de desidratação, além de aumentar o risco de queimadas e incêndios. As altas temperaturas registradas na capital também contribuem para a intensificação da sensação de calor.
A estiagem, porém, não ocorre de forma uniforme em todo o Amazonas. Enquanto Manaus permanece sem chuva, outras cidades registraram volumes mais elevados. Em julho, Parintins acumulou 127,4 mm, Manicoré teve 57 mm e Itacoatiara registrou 8,2 mm.
Nos primeiros dias de agosto, a diferença ficou ainda mais evidente. Manicoré acumulou 44 mm de chuva, Humaitá registrou 38 mm e Boca do Acre, 26 mm. No mesmo período, Manaus permaneceu com acumulado de 0 mm.
Diante do cenário de tempo seco e temperaturas elevadas, especialistas e autoridades reforçam a importância de medidas de prevenção, principalmente para evitar desidratação, agravamento de problemas respiratórios e o surgimento de focos de incêndio. A população também deve redobrar os cuidados durante os períodos de maior calor e baixa umidade.
Com informações do portal A Crítica


