A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (10), a Operação Make Up, que investiga um suposto esquema envolvendo recursos públicos e tem entre os alvos o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a empresária Karina da Gama, sócia da Go Up Entertainment, responsável pela produção do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e conta com a atuação conjunta da Controladoria-Geral da União (CGU). Os agentes cumprem 49 mandados de busca e apreensão em endereços localizados em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. O celular de Mario Frias também foi apreendido durante a ação.
De acordo com as investigações, o foco da operação está em possíveis irregularidades envolvendo recursos de emendas parlamentares destinados a uma organização da sociedade civil por meio de termo de fomento.
A PF aponta indícios de que agentes públicos e particulares teriam atuado de forma coordenada para direcionar parte do dinheiro recebido a empresas subcontratadas irregularmente. Segundo os investigadores, não haveria comprovação de que os serviços contratados tenham sido efetivamente realizados.
As apurações financeiras também identificaram movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas que teriam relação com o esquema investigado. A suspeita é de que parte desses recursos tenha sido movimentada com o objetivo de dificultar a identificação de sua origem e destino.
Uma das frentes da investigação envolve os recursos utilizados para a produção de “Dark Horse”. A PF busca esclarecer os repasses feitos pelo empresário Daniel Vorcaro para o financiamento do longa-metragem e verificar se os pagamentos tiveram alguma relação com eventuais contrapartidas.
Mensagens e áudios analisados pelos investigadores indicam que o senador Flávio Bolsonaro teria procurado Vorcaro para solicitar recursos para o projeto. O senador nega que tenha oferecido ou recebido qualquer contrapartida relacionada aos valores.
A investigação também alcança uma possível utilização de recursos sob suspeita para custear a permanência do deputado federal Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. A PF ainda apura a origem dos valores e a eventual relação deles com o esquema investigado.
Segundo a Polícia Federal, as suspeitas de ocultação e dissimulação dos recursos teriam persistido até julho deste ano. A operação busca reunir novos elementos sobre o caminho percorrido pelo dinheiro e a participação dos envolvidos.
Com informações do Portal A Crítica


