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Pesquisas eleitorais entram na mira da Justiça no Amazonas

Se há uma marca nesta eleição, além da disputa apertada nas urnas, é a quantidade de pesquisas que acabaram nas barras da Justiça Eleitoral no Amazonas. Nas últimas semanas, levantamentos de diferentes institutos tiveram a divulgação questionada, suspensa ou proibida, principalmente por problemas relacionados à metodologia e ao detalhamento das áreas onde foram feitas as entrevistas. Direto ao Ponto, Paraná Pesquisas, Pontual e Veritá estão entre os institutos atingidos por decisões judiciais.

Reincidência –  Nesse cenário, o Instituto Veritá passou a concentrar parte significativa das controvérsias. Nesta segundafeira (21), a Justiça Eleitoral proibiu definitivamente a divulgação de mais um levantamento da empresa, o AM-08447/2026, e aplicou multa de R$ 53,2 mil.

Falhas –  A decisão apontou problemas na identificação das áreas pesquisadas. Outro levantamento do Veritá, o AM-03387/2026, produziu consequência ainda mais séria. Após o PSD conseguir acesso aos dados brutos, uma perícia judicial apontou “irregularidades estruturais graves”, falhas técnicas e indícios de violação à LGPD.

Contágio 1 –  A judicialização não ficou restrita ao Veritá. No início de setembro, a Justiça suspendeu a pesquisa AM09630/2026, do Direto ao Ponto, por falta de detalhamento suficiente sobre bairros e setores onde ocorreram as entrevistas. O levantamento já havia sido divulgado em 26 de agosto.

Contágio 2  – Depois veio o Paraná Pesquisas. O TRE-AM suspendeu liminarmente a divulgação da AM-01118/2026, que já havia ido a público, porque o registro apresentava setores censitários utilizados na coleta, mas não identificava os bairros correspondentes. O levantamento havia ouvido 1.350 eleitores em 38 municípios. Na quintafeira (17), foi a vez da Pontual. A pesquisa teve a divulgação suspensa porque as informações obrigatórias sobre os bairros pesquisados não teriam sido inseridas no sistema dentro do prazo.

Datacenters –  A corrida eleitoral colocou os grandes centros de processamento de dados na agenda econômica do Amazonas. O plano de governo de Omar Aziz (PSD) prevê articulação para atrair data centers de hiperescala e a construção de um Data Center Estadual Soberano, destinado a informações de áreas como saúde, segurança e educação.

Energia  – Já o governador Roberto Cidade (União Brasil) defendeu, junto ao governo federal, regras que permitam ao Amazonas utilizar gás natural para abastecer empreendimentos do setor. A discussão ganhou ainda mais peso depois da criação do Redata, regime federal que concede incentivos tributários ao setor e estabelece contrapartidas ambientais.

Ouro –  A Agência Nacional de Mineração tem 30 dias úteis para explicar à Justiça Federal como fiscaliza permissões de garimpo suspeitas de serem usadas para dar aparência legal a ouro retirado clandestinamente da Amazônia.

Fiscalização –  A determinação foi tomada em ação do Ministério Público Federal, que aponta falhas estruturais na fiscalização das Permissões de Lavra Garimpeira.

Com informações do Portal A Critica

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