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Revista de História amplia diálogo entre academia, escola e sociedade com novo dossiê sobre trabalho no Amazonas

Criada em 2012 com a proposta de publicar pesquisas voltadas às Humanidades, a Revista Hominum chega à edição nº 33, volume 12, de outubro de 2026, reafirmando seu propósito de aproximar a produção acadêmica da educação básica e da sociedade. Com acesso aberto e linguagem didática, a publicação busca transformar pesquisas científicas em conhecimento acessível ao grande público e estabelecer uma ponte entre universidade, escola e sociedade.

A nova edição apresenta o dossiê “História, Mundos do Trabalho e Ensino”, organizado a partir da produção do GT Mundos do Trabalho – Seção Amazonas. São dez artigos que abordam temas como escravização, educação do campo, história oral, inclusão, trabalho docente, malária, políticas indigenistas, imprensa e trabalho infantil. A proposta é colocar no centro da narrativa histórica trabalhadores, estudantes, povos indígenas, comunidades ribeirinhas, mulheres e outros sujeitos que tradicionalmente tiveram pouca visibilidade nas narrativas oficiais.

Entre os destaques estão artigo como ensino de História e novas linguagens, dos historiadores Luciano Everton Costa Teles e Wanderlene de Freitas Souza Barros; possibilidades para o estudo da escravização no Vale do Taquari, de Tamires Xavier Soares; a trajetória de Doquinha, da professora interiorana à presidência sindical por James da Costa Batista e Sérgio Carvalho de Lima; a Colônia Cearense por meio do Jornal Pátria, de
Daniel Barros de Lima e “As meninas trabalhadoras que eram a base econômica de Manaus após as ‘Folias do Látex’”, da jornalista e também historiadora Betsy Bell, que encerra o dossiê.

A edição também aposta em novas formas de ensinar e produzir conhecimento histórico. Os autores trabalham com fontes como cartas de liberdade, processos trabalhistas, jornais, fotografias, registros censitários, decretos, relatos orais e inteligência artificial. A diversidade metodológica reforça a ideia de que a História não está restrita aos livros didáticos, mas pode ser encontrada em arquivos, memórias familiares, experiências cotidianas e diferentes linguagens.

Para a historiadora Wanderlene Barros, que assina a apresentação do dossiê ao lado de Luciano Teles, essa aproximação entre História Social do Trabalho e ensino é fundamental para repensar não apenas o que se ensina, mas também para quem e com quais finalidades o conhecimento histórico é produzido. “A perspectiva que orienta esta publicação é ampliar o espaço de sujeitos e experiências, muitas vezes silenciados, fazendo da pesquisa histórica uma ferramenta de reflexão sobre questões que permanecem presentes na sociedade”, declarou.

Para a Revista Hominum, esse movimento também representa uma disputa pelo espaço público do conhecimento. A publicação parte da compreensão de que é necessário fazer com que as pesquisas saiam da esfera acadêmica e cheguem ao grande público, especialmente em um cenário no qual temas das Humanidades são frequentemente abordados sem o rigor da pesquisa científica. Nesse sentido, recuperar a autoridade intelectual significa também reafirmar o papel político e social da universidade e da pesquisa, ampliando sua capacidade de diálogo com a sociedade. Ao completar mais de uma década de trajetória, a Revista Hominum reafirma, assim, uma proposta que combina divulgação científica, educação e responsabilidade social: produzir conhecimento acadêmico de qualidade, em acesso livre e com linguagem capaz de alcançar além dos muros da universidade.

A revista está disponível pelo link https://revistahominum.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ed33vol12.pdf

Com informações da Assessoria

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