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Governo Federal retira 10 aeronaves e fecha 15 pistas na Terra Yanomami

As operações de combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, somaram 1.391 ações entre julho e outubro de 2026. No período, foram inutilizadas seis aeronaves, outras quatro foram apreendidas e 15 pistas de pouso clandestinas foram inutilizadas. As equipes também inutilizaram 67 acampamentos, 14 balsas e 15 embarcações, além de aproximadamente 8,8 toneladas de cassiterita e 12 mil litros de diesel. Foram apreendidos 92,8 quilos de mercúrio e 5.050 litros de gasolina. O prejuízo estimado à atividade ilegal no período foi de R$ 67 milhões.

Coordenadas pela Casa de Governo, vinculada à Casa Civil da Presidência da República, as ações alcançaram áreas de extração mineral, rotas de abastecimento e estruturas de apoio ao garimpo, dentro e no entorno da terra indígena.

As ações de combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami reduziram em 99% a atividade garimpeira. O índice vem sendo mantido com a continuidade das operações. De março de 2024 a outubro de 2026, as operações de combate ao garimpo ilegal somaram 12.296 ações. Nesse período, foram inutilizadas ou apreendidas 66 aeronaves, inutilizadas 109 pistas de pouso e desmobilizados 992 acampamentos. O prejuízo estimado à atividade ilegal chegou a R$ 815 milhões.

Acompanhe um detalhamento das ações mais recentes, mês a mês, entre julho e outubro de 2026:

JULHO: OPERAÇÕES NOS RIOS E COMBATE À LOGÍSTICA AÉREA – No dia 7 de julho, uma operação da Força Nacional e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) chegou à região do garimpo João Doido, no rio Uraricoera. Com apoio aéreo, terrestre e fluvial, os agentes localizaram barracos, cozinhas, ferramentas, equipamentos elétricos e suprimentos utilizados pelos garimpeiros.

Dois dias depois, em 9 de julho, militares do Comando Conjunto Catrimani II inutilizaram um avião Cessna 182 na Pista do Hélio, no Alto Catrimani. A aeronave estava escondida sob a vegetação e passava por manutenção. Entre 24 de junho e 12 de julho, o Comando Conjunto Catrimani II realizou a Operação Aruanã, com a participação de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil e o emprego da lancha de combate Aruanã. As equipes fizeram patrulhamentos e bloqueios fluviais nos rios Branco, Uraricoera e Uraricaá, no Furo Santa Rosa e na região do Garimpo da Morena.

No dia 19, outra operação, com a participação da Funai, da Força Nacional e da Casa de Governo, alcançou áreas de garimpo no rio Apiaú. No local, foram inutilizados motores, bombas, mangueiras e caixas separadoras de minério. Entre os dias 19 e 25 de julho, as equipes inutilizaram duas balsas e uma aeronave, além de apreenderem 1.590 litros de combustível de aviação e inutilizarem outros 300 litros.

Fora da terra indígena, a Força Nacional e a Polícia Judiciária da Força Nacional fiscalizaram áreas rurais e pontos de apoio aéreo. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), com apoio da Força Nacional, também realizou fiscalizações do transporte terrestre de combustíveis e insumos.

AGOSTO: AERONAVES E COMBUSTÍVEL NO ENTORNO DA TERRA INDÍGENA – Em agosto, uma operação da Força Nacional em Mucajaí localizou um avião Cessna 182F em uma estrada vicinal. No local, pessoas se preparavam para abastecer a aeronave, mas fugiram com a aproximação dos agentes. A Casa de Governo acionou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que inutilizou o avião e os materiais utilizados na operação. Foram encontrados aproximadamente 600 litros de combustível de aviação, uma antena Starlink Mini, GPS, rádio de comunicação e outros equipamentos.

Na região de Apiaú, também em Mucajaí, outra fiscalização encontrou 69 recipientes contendo 2.600 litros de diesel, 550 litros de gasolina e 300 litros de querosene de aviação. No local, também havia rádios, peças de aeronaves, ferramentas e aproximadamente 500 quilos de alimentos. As operações chegaram ainda às áreas rurais de Samaúma e Campos Novos, utilizadas como pontos de apoio ao transporte e ao abastecimento de aeronaves.

Entre 9 e 15 de agosto, três pistas de pouso foram inutilizadas dentro da terra indígena, além de acampamentos, motores e geradores. Na semana seguinte, as equipes inutilizaram quatro acampamentos, uma balsa e 430 litros de diesel. Também foram apreendidos equipamentos eletrônicos, uma arma e munições.

Entre 16 e 28 de agosto, militares de operações especiais do Exército Brasileiro participaram da Operação Flecha Noturna VI, realizada pelo Comando Conjunto Catrimani II. As equipes atuaram nas regiões do Garimpo do Juvenal, Baixo Catrimani, Parima, Ouromil, Pé Quebrado e Pista Cascalho Novo.

SETEMBRO: PISTAS CLANDESTINAS E APREENSÃO DE MERCÚRIO – Entre 20 e 27 de setembro, a Casa de Governo e o Comando Conjunto Catrimani II realizaram a Operação Pouso Zero, que envolveu a ocupação de nove pistas clandestinas na Terra Indígena Yanomami para impedir o transporte de garimpeiros, combustível e equipamentos.

No dia 3 de setembro, a Polícia Rodoviária Federal apreendeu, em Boa Vista, aproximadamente 34,5 quilos de mercúrio transportados de Lethem, na Guiana. O motorista foi preso em flagrante. O metal é utilizado no processo de separação do ouro. Entre 6 e 12 de setembro, as equipes inutilizaram três acampamentos, 11 motores, quatro geradores, uma balsa, três embarcações, 1.360 litros de diesel e uma pista de pouso. Também foram apreendidos quatro armas e 26 munições.

Na última semana do mês, as equipes inutilizaram sete toneladas de cassiterita, 18 motores, uma balsa, uma embarcação, uma aeronave e uma pista de pouso. As fiscalizações também alcançaram oficinas e locais de manutenção de aeronaves em Boa Vista, associados à logística aérea do garimpo.

OUTUBRO: APREENSÕES DE AERONAVES, MERCÚRIO E COMBUSTÍVEL – Entre 4 e 10 de outubro, foram apreendidos 3.500 litros de gasolina e inutilizados 1.150 litros de diesel, dois acampamentos e nove motores. As equipes também apreenderam armas, munições e 500 gramas de mercúrio.

De 11 a 17 de outubro, foram apreendidos uma aeronave, 2.200 litros de combustível de aviação e 58 quilos de mercúrio. No mesmo período, foram inutilizados dois acampamentos, 13 motores, uma balsa, duas embarcações e uma pista de pouso. A fiscalização também alcançou oficinas clandestinas em Boa Vista. Entre 15 de setembro e 14 de outubro, três aviões Cessna 182 foram localizados e apreendidos em instalações de manutenção na capital roraimense.

Em outubro, o Comando Conjunto Catrimani II realizou a Operação Flecha Noturna VII, com a participação de militares de operações especiais do Exército Brasileiro. As equipes atuaram em 15 regiões, entre elas Aracaçá, Uraricoera, João Doido, Noronha, Íris, Onkiola, Uraricaá e áreas próximas a Mucajaí.

Entre 18 e 24 de outubro, outras duas aeronaves foram inutilizadas, assim como 3.030 litros de combustível de aviação, 1.200 litros de diesel, três balsas, duas embarcações e quatro acampamentos. Também foram apreendidos mil litros de gasolina. Nesse intervalo, foram realizadas 51 fiscalizações de aeronaves e 14 de pistas de pouso, com a inutilização de uma delas.

As ações tiveram continuidade após o período eleitoral. Entre 25 e 31 de outubro, foram inutilizados uma balsa, duas embarcações e nove motores. As equipes também apreenderam 950 litros de gasolina e 80 quilos de cassiterita.

Com informações do Portal A Crítica

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